quinta-feira, 24 de março de 2011

Sentimento

Sem ti minto.
Senti: minto!
Como um niño
a chorar pra lua
a seguir meus passos.

Como um niño
a segurar na minha mão
a pedir colo.

Diz querer deixar a vida
Diz querer seguir sozinho
mas aperta forte a minha mão.

Chove frio lá fora
e aqui aperta o coração.

Sem Rumo

E como não escrever !

A vida que me prega cada peça...
eu aqui, buscando uma saída

será apenas uma, a saída?

ou será das saídas, uma peça?

as cenas de um filme se misturam a realidade
e já não sei mais
o que é a verdade.

Já não sei mais

da razão
da loucura

Onde se separam?

Onde se juntaram?

Quem te tirou do colo
e te deixou chorando?

a calma dos meus dias vou te dando...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Deste meu trapiche

Ás vezes eu pesco um leitor .Outras vezes um leitor me pesca. Entre uma coisa e outra, as águas vão passando.




Das Escolas Poéticas

A minha escola poética? Não freqüento nenhuma.
Fui sempre um gazeador de todas as escolas. Desde assinzinho... Tão bom!!


Caderno H -  Quintana

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu quero amar perdidamente


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder ... pra me encontrar...
Florbela Espanca

Em atitudes e em ritmos fleugmáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos…
E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos…
As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros…
E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!…
Florbela Espanca -  A Mensageira Das Violetas
Quero ficar com a magia
a magia daquele dia
aquele momento
as luzes que caíam sobre mim.

A energia que me encantava
A felicidade que me brotava.

Mas quero, de tudo, apenas a magia.
O brilho me guia
e eu sigo flutuando.